Comportamento

Competição entre crianças prepara para a fase adulta

Mas é importante o acompanhamento dos pais

Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com

Competir com o amiguinho, com o irmão, com o primo. Até onde esta competição de quem é o melhor, o mais forte, é positiva? Segundo a psicóloga Cecília Zylberstajn, isso é algo natural do ser humano.

“Até bebê com idade próxima a 1 ano, quando começa a entender o mundo, já demonstra um comportamento possessivo em relação aos brinquedos, aos pais. Podemos dizer que ele já está sendo competitivo.”

A competitividade entre as crianças começa principalmente quando está na idade de socialização. “E também quando chega um irmão, pois neste momento começa a compartilhar a sua vida com outra pessoa”, explica a psicóloga.

Segundo Cecília, o lado bom da competição entre as crianças é que as prepara para as próximas fases da vida. “Desde sempre o ser humano tem que aprender como é o mundo e o que vai encontrar. É uma questão importante, pois saber competir é saber ganhar, dividir e perder.”

É claro que o excesso de competitividade não é bom. “A criança precisa saber que não deixa de ser amada porque existe outro pequeno. Se ela sempre for competitiva e não tiver a intervenção dos pais, pode se tornar um adulto que se compara muito com o próximo. Isso pode acarretar problemas como depressão e dificuldade de se relacionar com o outro”, esclarece Cecília.

O papel dos pais

De acordo com a psicóloga, o mais importante é que os pais ensinem seus filhos a expressar seus sentimentos. “Os pais devem ensinar que eles podem ficar chateados com o que for, mas a forma de se expressar tem que ser adequada. É preciso ajudar os filhos  a se expressarem de uma maneira que seja condizente com sua idade, sem serem agressivos.”

Em relação à competição entre irmãos, os pais devem se atentar se realmente não estão dando tratamento diferente para cada um. “Tem que brincar com os dois de igual forma, para que eles percebam que os dois podem ganhar e perder”, ensina Cecília.

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