Comportamento

Especialista explica o comprometimento profissional das gerações X e Y

Mesmo com tantas diferenças, as empresas devem aprender a lidar com cada uma delas para sobreviver ao mercado

Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com

Comprometimento é a palavra da vez no cenário empresarial. Novas gerações chegam ao mercado de trabalho, com características diferentes daquelas que as empresas estão acostumadas a lidar. Mas, como exigir profissionalismo e resultado de pessoas que são tão diferentes.

Hoje, as gerações são classificadas como “baby boommers”, x e y. Há diversos estudos mostrando as características de cada uma delas e quais os reflexos de suas atitudes dentro de uma empresa.

O especialista Theater Executive Coach, Leonardo Calixto, explica que a geração baby boommers é formada por pessoas nascidas entre os anos 1946 e 1964, a X é dos nascidos de 1965 a 1979, e a Y, de 1980 a 1995. “É com esta diferença de realidades e de características que as empresas devem aprender a lidar, para conseguir tirar o melhor de cada profissional e sobreviver ao mundo corporativo”, conta.

As pessoas classificadas como “baby boommers” se profissionalizaram sem a presença da tecnologia, da internet. Tinham que fazer pesquisas em grandes enciclopédias e perdiam muito tempo sem a rapidez das ferramentas atuais. “O tempo deles é outro, mas são ativos. Geralmente, ocupam um cargo de liderança há anos e são mais abertos à geração Y”, explica Leonardo Calixto.

A geração X já são aqueles que se esforçaram mais para conseguir um cargo, gostam de empresas com estruturas e padrões para seguir. “É a mais conservadora na forma de trabalho, porque demorou muito para decolar. São apegados a formatos, padrões e regras”, conta o especialista.

Já a geração Y é o olho do furacão no novo cenário corporativo que se forma. Eles já nasceram sabendo lidar com a rapidez da internet, são mais ligados às novas tecnologias, mas, não por isso deixam de ter comprometimento e fidelidade com a empresa em que trabalham. “O segredo é saber como trabalhar com eles, já que não aceitam comando e controle. Para estes profissionais o mais importante é trazer o resultado e não o caminho que ele percorrerá para isso. Na verdade, a liberdade e a rapidez encontradas na web também fazem parte da característica deles”, expõe Calixto.

Mas, fica a dúvida: como isso acontece dentro de um mesmo ambiente? Para o especialista, as empresas querem comprometimento, mas não há como isso acontecer, sem o envolvimento. “Como o cargo de comando geralmente é de um ‘baby boommers’, que se dá melhor com a geração Y, estes devem abrir o canal de comunicação para que a responsabilidade seja compartilhada. Isso também funciona com as pessoas da geração X, que gostam de conduzir o trabalho com suas experiências, já que as da Y possuem mais rapidez, mas são superficiais em seus conhecimentos”, esclarece Calixto, que completa: “O maior desafio é para a geração X, que deve se encontrar neste novo modelo de gestão, que é o foco no desenvolvimento da carreira e na co-participação organizacional da empresa. Tem que aprender a se comunicar com as outras gerações.”

Para as empresas, este caminho de evolução não terá volta. “Ou aprendem como reter o melhor das pessoas, principalmente da geração Y – que mostra quais são as características dos negócios no futuro – ou vão morrer por não saberem lidar com o desenvolvimento humano”, finaliza Leonardo Calixto.

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1 Comentário(s)

magda Postado em:

ola! discordo da sua opinião sobre a geraçao x, pois trabalho com as tres geraçoes, e a que tem a mente mais aberta aqui sou eu da geração x, pois realmente por ter percorrido um longo caminho, não acho nada tão dificil de se resolver como os da geraçao y, e nem desanimo como os baby boommers, em todos os lugares que já trabalhei foi assim , aprendi mais de internet sozinha do que perguntando para a geração y, hoje eles tem que se curvar aos meu conhecimentos que eles subestimaram.

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