Comportamento

Segundo estudo, adolescentes obesas acreditam que a felicidade está na magreza

Para elas, ser magro é ser aceito pela sociedade, bem-sucedido e vencedor

Da Redação
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De acordo com informações da Agência USP, um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que adolescentes obesas acreditam que ser magra é o que traz felicidade. Para elas, a pessoa magra faz parte da sociedade, é feliz, bem-sucedida e vencedora. A conclusão foi feita com base na tese de dissertação de mestrado da pesquisadora Dressiane Zanardi, intitulada “A representação social de um corpo magro por adolescentes obesas”.

Trinta e duas meninas com idades entre 13 e 16 anos, que participam do Programa de Atividades ao Paciente Obeso (Papo), foram entrevistadas individualmente. O Papo é oferecido gratuitamente desde o ano de 1996, por uma equipe multidisciplinar de profissionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O programa busca incluir as meninas em atividades físicas, aliado a uma alimentação balanceada, autoconhecimento e diminuição do excesso de peso.

Cada adolescente deveria responder a três perguntas abertas: “A que se deve o fato de você estar acima do peso?”; “O que você espera com o programa Papo?”; “Se você for bem sucedida com o programa, se acontecerem as coisas que você espera, o que você acha que vai mudar na sua vida?”

Para a primeira pergunta, as respostas apresentadas foram maus hábitos alimentares e compulsão alimentar, atribuídos a emoções negativas. “Muitas delas diziam que não tinham bons hábitos alimentares em casa e culpavam os pais por isso. É claro que os familiares têm parcela de responsabilidade, mas menos do que elas diziam. A maior responsabilidade é delas mesmas”, afirma Dressiane.

Com relação à segunda pergunta, todas as respostas diziam que elas esperavam emagrecer. Algumas meninas falaram também que desejam melhorar a autoestima, a estética ou a saúde.

Já a terceira pergunta, que questiona o que mudaria na vida delas, caso fossem bem-sucedidas no programa, a maioria das respostas dizia que com o sucesso no programa, elas teriam maior aceitação por parte das outras pessoas, melhor sociabilidade e não sofreriam mais preconceito devido à obesidade. “Elas acreditavam que com o emagrecimento a vida delas melhoraria em vários aspectos. Era como se tudo mudasse num passe de mágica. Mas, não é assim que as coisas acontecem”, afirma a pesquisadora.

1 Comentário(s)

Lice Postado em:

a respeito da terceira pergunta.. se naum eh assim eh como. existe muito preconceito e por eu ser gorda eu penso q nunca vou ser feliz

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