Comportamento

Ciúme entre irmãos reflete atitudes dos pais

E isso tem que ser observado e controlado por eles

Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com

Choros e brigas. O motivo? Ciúmes do irmão. Mas isso tem uma explicação e depende exclusivamente do posicionamento dos pais em relação às suas atitudes e diferença de tratamento para cada um deles.

A psicóloga Rosemeire Paschoal esclarece como os pais devem lidar com este sentimento da criança. “Por mais que eles digam que o tratamento é igual, cada criança é de um jeito e nasceu em uma circunstância, e ela sente esta diferença. Mas para que isso não tome uma proporção maior, é preciso que os pais se policiem no trato diário e lidem igualmente com cada filho. Sentar com o pequeno para explicar as diferenças entre os irmãos também funciona bem.”

Como cada criança possui sua personalidade, mesmo sendo gêmeos, consequentemente a educação e o relacionamento com os pais são diferentes, um dos fatores que trazem o ciúme à tona. “Para que isso não aconteça, os pais têm que valorizar o que cada um tem de melhor e mostrar para ambos e que o outro se destaca, ensinando cada um a reconhecer e valorizar as qualidades do outro”, explica Rosemeire

Havendo esta conscientização das diferenças entre eles, é importante também mostrar que eles não são diferentes para os pais. “Não é porque são desiguais, que são diferentes para os pais. Estes também devem valorizar e respeitar as características e dons de cada um”, enfatiza.

Entre irmãos adultosSe o problema se estender para a fase adulta, a psicóloga explica que exaltar o lado bom do irmão é uma das formas de lidar com o ciúme. “Reconhecer  as qualidades do irmão é bom, se isso puder ser feito de forma natural e sincera. Agora, quando não há maturidade emocional para isso, é preciso sentar e conversar como adulto. Mas não é fácil, porque se os irmãos não estiverem dispostos a mudar, pode acontecer o rompimento, já que é difícil admitir que está errado.”

Os pais também sentem esta barreira da fase adulta ao lidar com o ciúme. “Por já terem maturidade, os pais devem conversar separadamente e depois tentar conversar juntos, trazendo questões da infância, das circunstâncias vividas quando cada um nasceu. Além disso, é importante ressaltar o laço familiar, e dizer que se ninguém se der bem, esta relação irá se perder”, finaliza Rosemeire.

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