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publicado em 23/08/2010 às 04h50.

Discutindo a relação

O que fazer para que essa conversa valha a pena?

Por Tatiana Alves

Uma conversa que, inicialmente, parece tranquila. Ele olha para ela meio assustado, mas, no fundo, acredita que pode ser bom para a relação. Pronto. A famosa “DR” é iniciada. O casal começa a jogar, um no outro, a culpa pelo fracasso da relação e o que era para ser uma conversa pacífica se torna um confronto. Que casal nunca viveu um momento parecido com esse?

O casal Jorge Alberto Cortez, de 28 anos, e Érica Verdino, de 27,  (foto abaixo) já viveu momento semelhante e a frequência de DRs influenciou negativamente na relação conjugal. Casada há 3 anos, Érica confessa que por ser ansiosa e impulsiva estava sempre propondo DR ao seu marido.

“Depois que mudamos de cidade, tive dificuldade em me adaptar à nova vida. O Jorge trabalhava durante o dia e eu ficava cuidando da casa; estava sempre sozinha. Longe da minha família e dos meus amigos, eu não tinha muita ocupação e qualquer coisa que meu marido fazia, que eu considerava errada, era motivo para discutir a relação”, conta a promotora de vendas.

Érica afirma que sua relação se tornou muito desgastante e que Jorge já não aguentava mais essas conversas. “Só me toquei que estava agindo errado quando, conversando com uma amiga, ela me disse que eu estava exagerando na dose e que isso o afastaria ainda mais de mim.”

“Não mudei meu jeito ansioso e impulsivo, apenas tento controlá-lo pela harmonia de minha relação. Sei que há momentos que discutir relação é inevitável, mas o excesso dessas conversas é muito prejudicial e pode provocar o fim de um relacionamento”, finaliza Érica.

DR: discutir ou não discutir?

De acordo com a psicóloga Alicia Irene Fernández, o momento mais apropriado para discutir a relação é quando há  um sinal  de cooperação mútua, uma abertura positiva.

“Quando dois seres se abrem um para o outro, reciprocamente, e são capazes de aceitar o fluxo do outro sem retração, gera-se um intercâmbio pleno e mutuamente correspondido”, explica a psicóloga.

Para a especialista, nos dias atuais, por causa da sua independência, a mulher ganhou mais autonomia para discutir a relação com seu parceiro, o que antigamente era pouco visto, já que a mulher aguardava a decisão do homem no que diz respeito à condução do relacionamento. Agora, ambos têm canal aberto para este tipo de conversa.

“Culturalmente, a independência de ambos os sexos, tanto a laboral externa da mulher, quanto a partilha masculina nos afazeres domésticos, colocam homem e mulher numa maior autonomia para iniciarem livremente a discussão e o questionamento de seus relacionamentos”, frisa Alicia.

Segundo a psicóloga, para que a DR não termine em briga, é importante “auscultar” com sensibilidade o tempo possível de aceitação e de escuta do parceiro ou da parceira. “A exigência gera insatisfação e tenciona aquilo que se pretende esclarecer até um ponto emocionalmente insustentável”, define.

“A relação proveitosa só pode existir na medida em que cada ser é, e busca ser, cada dia mais pleno e saudável consigo mesmo”, finaliza a especialista.


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8 Comentários

Rosemary Sousa Postado em:

Temos que ter cuidado quando vamos conversar sobre o relacionamento, para que com palavras não venhamos machucar um ao outro, por isso temos que sempre colocar Deus na frente das nossas conversas e assim as coisas darão tudo certo.

Luciana Postado em:

Sou casada á 3 anos, moro 250km longe de minha familia e tenho um grande poblema com meu marido, trabalho na prefeitura ganho salario ele ganha 3vz mais do q eu mesmo assim faço a despesa da casa agua e luz e minhas contas pessoais ele nuca pode me ajudar, mas para as pessoas de fora ele não sabe dizer não, fora a bebida que ele sempre paga para os amigos e eu sempre fico nem sei em posição n aguento mais n sei o que fazer a única coisa que penso é em voltar pra casa do meu pai e recuparar o q perdi

Márcio Aurélio da Silva Postado em:

as vezes também passo por isso pois a minha esposa sempre tenta entrar nestes detalhes , e sempre na hora errada

Marcia Postado em:

Amiga Luciana, leia o livro Como Deus pode e vai restaurar seu casamento, vc consegue baixar de forma gratuita pela internet, é a palavra de Deus aplicada ao comportamento da esposa mediante a esta situação que vc esta passando. Deus te abençoe! Marcia.

Heloisa Postado em:

ja estamos juntos ha 18 anos,conversar ja não muda muito,só ORO todos os dias,para que entramos em um acordoo

Fernanda Postado em:

Com o tempo aprendi que discutir não leva à nada. Ouvir, escutar com sensibilidade tudo o que o seu companheiro tem a lhe dizer e depois, com a maior calma do mundo colocar suas opiniões é a melhor forma de conversar quando a "DR" parece inevitável. Afinal "O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura seus interesses... O Amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo SUPORTA..." Que sejamos pacientes!

ana cristina santos da silva Postado em:

Tenho dois anos de relacionamento que veio de muita mentira por conta disso brigamos muito, por eu achar que ele sempre vai mentir. Eu fico sem saber o que fazer pois tenho um sentimento muito grande por ele não tem mas graça fazer nada sem ele. Ás vezes eu acho que isso me prejudica, muitas das vezes que brigamos mesmo eu sabendo que eu estou certa ele me faz sentir culpada. O que eu faço???

Fernanda Carvalho Postado em:

Pedir orientação e sabedoria a Deus. Peça a Ele para tirar este sentimento de desconfiança do teu coraçãozinho, se vc perdoou as mentiras, deve esquecê-las. Mas pense com carinho se vale à pena continuar com esta relação. Só Deus te dará esta certeza... Ore, ore mais, cada vez mais... Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará!

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