"Eu me sentia um lixo"

Confira como a palavra de um obreiro pode fazer com que uma vida fracassada seja transformada pelo Poder de Deus

Folha Universal

Maria Carolina Gomes Valadão, de 29 anos, foi criada em lar evangélico. Aos 15, afastou-se da igreja e começou a namorar com 21, quando se casou. Inexperiente, enfrentou dificuldades no início do casamento, passando por privações financeiras em decorrência do desemprego do marido, motivo de brigas e desentendimentos. "Durante 2 anos, passamos a depender dos pais dele, mas chegamos a passar fome", recorda.

Nessa época, o casal já frequentava a IURD, porém não teve forças para superar as adversidades. O esfriamento espiritual culminou no afastamento da fé e na separação. Depois da decepção amorosa, Carolina se afastou de todos por 3 anos.

Certa ocasião, ela decidiu passar 1 mês na casa de sua tia, no centro do Rio de Janeiro. À procura de emprego nos classificados do jornal, encontrou um anúncio de proposta de trabalho em casa de massagem. Decidiu ligar para a agência e marcar uma entrevista. Lá, recebeu a proposta de ganhar R$ 3 mil por semana, com moradia, direito a empregada e todas as despesas pagas. A ilusão de suposto dinheiro fácil e todas as regalias fizeram-na tornar-se garota de programa.

Depois que virou garota de programa, Carolina passou a morar num prédio da zona sul do Rio, junto com mais 20 jovens. Em alguns desses apartamentos residiam 20 mulheres. "Após cada programa, passava por uma constante angústia. Era assim todas as noites. Chegava depressiva, chorava muito, me trancava no quarto e dormia para esquecer tudo. Eu me sentia um lixo." Até que um dia Carolina não suportou mais e se afastou daquela vida. Retornou para casa, sendo acolhida de braços abertos pela mãe, Maria Aparecida dos Santos, de 58 anos, obreira há 25 na IURD.

Certa ocasião, Maria Aparecida, levantou para orar de madrugada e ouviu o choro da filha: "Ela chegou à porta dizendo que estava na hora de eu tomar vergonha e levantar do chão. Sequei minhas lágrimas, me coloquei de joelhos e busquei a Deus como nunca", conta Carolina. Daquele dia em diante, ela retornou à IURD decidida a mudar.

"Participei da corrente de libertação e me batizei nas águas. Algum tempo depois, lutei pela minha vida sentimental. Conheci o José Fernando e começamos a namorar. Apesar de tudo o que vivi, ele me aceitou crendo na minha conversão. Deus confirmou esse relacionamento e nos casamos. Encontrei a felicidade completa. Posso dizer que realmente hoje sou feliz e realizada", testemunha.

Leia mais: Jovem que sofria de anorexia e tinha problemas emocionais perseverou na fé e alcançou a felicidade