Mundo Cristão

Israel é aqui

A Terra Santa não é somente um espaço geográfico que serviu de cenário para a Bíblia. O que aconteceu e acontece lá é intimamente ligado ao destino de todos nós, em todo o Planeta

Da Redação / Fotos: Thinkstock
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Embora a história de Israel esteja intimamente ligada à história da civilização de todo o Planeta ao longo dos milênios, o surgimento do que conhecemos como o Estado de Israel é recente – 1948. E contaremos um pouco dessa história aqui, neste novo canal do Arca Universal, o Notícias de Israel.

Em alguns momentos, o foco será o aspecto histórico e, em outros, atualidades sobre um dos mais controversos e fascinantes países do mundo, cujo território serviu fartamente de cenário para passagens bíblicas – e justamente na Palavra Sagrada há a explicação para tal conjuntura, como veremos, o que nos mostrará que o Apocalipse é uma realidade cada vez mais presente em nosso dia a dia do que simplesmente algo previsto para um futuro distante, como muitos pensam. Situações previstas por Daniel em seu livro, assim como por outros profetas e, principalmente, no último livro da Bíblia, dizem respeito a dias que estão muito próximos do de hoje.

Conflitos

Não há como falar em Israel sem falar em sangrentos conflitos, a fim de entendermos sua história. A estreita faixa de terra no Oriente Médio foi, durante milênios, cobiçada e conquistada por diversos povos. Por vezes tomada à força e, por outras, recuperada, a área ainda é foco de disputas políticas e bélicas.

Enquanto na Bíblia muito dessa discórdia é narrada – conquistas romana, grega, persa, egípcia e pelo próprio povo judeu –, do século 19 para cá podemos traçar uma breve linha do tempo que ajuda a entender a realidade atual, presente nas manchetes dos meios de comunicação.

Sabemos, por intermédio das Escrituras, que os judeus foram expulsos pelos romanos no século 3. Em 1897, judeus espalhados por todo o mundo por causa da diáspora causada por Roma decidiram voltar à outrora Terra Prometida, com foco especial para a sagrada Jerusalém. A então conhecida área da Palestina pertencia, então, ao Império Otomano, e nela viviam cerca de 500 mil árabes. Chega 1903, e 25 mil imigrantes judeus já estão morando entre eles. Essas duas dezenas e meia de milhares, às vésperas da Primeira Guerra Mundial (1914), já haviam virado mais de 60 mil. Após a Grande Guerra, o Reino Unido tornou-se responsável pela Palestina, em um acordo internacional entre os vencedores do conflito mundial.

Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, em que o impacto para os judeus de vários países foi um dos mais traumatizantes da história – o Holocausto, em que milhões pereceram nas mãos dos nazistas –, os filhos de Abraão na Palestina já eram mais de 600 mil. A imigração para a região aumentou bastante por causa da guerra, os confrontos também.

A Segunda Guerra acabou em 1945, com a derrota do eixo Alemanha-Itália-Japão. O mandato britânico chegou ao fim, e a situação foi delegada, em 1947, à então recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU), que tentou intervir na eterna disputa territorial entre judeus e árabes.

A entidade internacional propôs a criação de um Estado duplo, dividido entre árabes e judeus, com uma Jerusalém “internacional”, que seria uma intersecção entre os dois povos. Não houve simpatia pela proposta por parte de ambos ao lados.

Independência – o Estado de Israel

Israel tomou o território que a ONU determinava e declarou sua independência. Egito, Síria, Jordânia e Líbano não aceitaram e atacaram a região. Foram derrotados.

Em 1967, mais um confronto. Naquela que ficou conhecida como Guerra dos 6 Dias, Israel não só derrotou novamente Egito, Síria e Jordânia, como conquistou toda a Cisjordânia, as Colinas de Golã e Jerusalém Oriental, até então ocupada pelos árabes. Em 1973, Egito e Síria tentaram uma retaliação na chamada Guerra do Yom Kippur (o Dia do Perdão), mas não obtiveram sucesso.

Chega 1987 e, com ele, a Primeira Intifada (palavra árabe que significa “levante”). A ONU considerava a ocupação dos territórios tomados na Guerra dos 6 Dias como ilegal. Milhares de jovens árabes saíram às ruas para protestar contra os israelenses, e a reação foi violenta, com crianças e adolescentes mortos. A comunidade internacional ficou indignada.

Século 21

Em 2000, começa a Segunda Intifada, após o então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon caminhar perto da mesquita Al-Aqsa, que faz parte do Monte do Templo, dominada pelos árabes e proibida aos judeus, embora sagrada para ambos.

Os Estados Unidos apoiam Israel na ocupação dos territórios, embora a ONU tenha determinado que as áreas ocupadas na Guerra dos 6 Dias sejam devolvidas – a chamada Resolução 242 das Nações Unidas.

Nada de a paz se concretizar. Assim como os palestinos se negam a reconhecer o Estado de Israel, este não quer devolver os territórios ocupados desde 1967.

A chamada Autoridade Nacional Palestina se divide em 2007, em violentos confrontos internos entre os partidos Hamas e Fatah, com centenas de mortos em atentados. O Hamas controla a Faixa de Gaza, e o Fatah a Cisjordânia.

A primeira década do novo século está para acabar. Em 2010, o então primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decreta a construção de 1,6 mil novas moradias para judeus em Jerusalém Oriental, lugar reivindicado pelos palestinos como sua capital. Até mesmo aliados como os Estados Unidos se opuseram à iniciativa.

O atual presidente norte-americano, Barack Obama, sugere que ambos os lados beligerantes façam concessões para a criação do Estado Palestino, inclusive com Israel abrindo mão de territórios conquistados na Guerra dos 6 Dias. Netanyahu alega que seu país pode até fazer concessões pela paz, mas não abre mão das terras anexadas à força em 1967, nem concorda com a divisão de Jerusalém.

No ano seguinte, Israel dá a aprovação final para a construção das 1,6 mil casas. Os Estados Unidos tentavam persuadir os palestinos de tentarem o reconhecimento de seu Estado por parte da ONU, mas a resolução israelense prejudica o acordo. Em setembro, a direção das Nações Unidas mostram claramente que são a favor do Estado Palestino, que em 2012 é aceito pela organização como um “Estado Observador”, um reconhecimento implícito de sua existência. Obviamente, Israel se revolta.

Atualmente, os conflitos no Oriente Médio novamente ocupam as manchetes mundiais, e a tão almejada paz (pelo menos para a maioria) é uma realidade cada vez mais distante do que já era.

A Palavra explica

Claro que muitos fatos ocorridos no período descrito acima ficaram fora do resumo, mas o básico para entendê-los aí está. Muito antes de esses conflitos serem estampados nas primeiras páginas de jornais e sites, capas de revistas e o horário nobre dos noticiários de tevê e rádios de notícias, a Bíblia já previa tudo. Não é um assunto tão distante quanto imaginamos, pois a História acontece hoje, para depois constar nos livros e outros registros. O embate citado acima faz parte de nossas vidas, e são o prenúncio de algo próximo – para o qual a maioria das pessoas não está preparada. A Terra Santa não é tão distante de nossa realidade ocidental quanto muitos pensam. Afinal, fatos acontecidos nela dizem respeito à nossa vida espiritual e ao destino de todos nós perante a eternidade com o Pai – isso, para quem o aceita verdadeiramente.

E é sobre isso a reunião ministrada pelo bispo Macedo todos os domingos, às 18h, no Cenáculo do Espírito Santo de Santo Amaro, na Avenida João Dias, 1.800. O Estudo do Apocalipse fala não só das profecias, mas de como podemos estar prontos para o arrebatamento, a salvação, caminhando com retidão, segundo os preceitos de Deus, ensinados pelo Senhor Jesus. E isso é feito no dia a dia, aos poucos, sempre.

O Estudo do Apocalipse é transmitido para outros templos da IURD via teleconferência, pela IURD TV na internet e pela Rede Aleluia, no rádio (99,3 FM).

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