Mundo Cristão
publicado em 16/10/2012 às 04h50.
Restrições quanto à manifestação da fé crescem no mundo
Estudo mostra que mais países limitam práticas de várias crenças

A restrição em relação à manifestação da fé em público cresceu muito no mundo, segundo levantamento feito pelo Centro de Pesquisas Pew, dos Estados Unidos, que analisa a interação entre religião e vida em sociedade. Foram contempladas todas as práticas religiosas.
O estudo mostra que 75% da população mundial sofre algum tipo de restrição – entre fraca, moderada e severa – quanto à manifestação de sua crença, seja por parte dos governos ou pela própria população de alguns lugares. O índice anterior foi de 70%.
Segundo os dados coletados, cresceu consideravelmente o número de países que apertaram suas leis de restrição à prática da fé. Eram 31% dos países do planeta no ano passado, agora são 37%.
As restrições adotadas visam combater o que esses países chamam de proselitismo ou blasfêmia, segundo seus próprios padrões. As medidas impedem ou limitam a prática de determinadas crenças. No Uzbequistão, por exemplo, só são permitidos materiais religiosos produzidos pelo Estado.
Também foi incluída na pesquisa a prática da restrição por fontes não governamentais, como a máfia e outros grupos que promovem a intolerância – devido, segundo o Centro Pew, à inatividade das autoridades concernentes.
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Embora a coleta de dados tenha sido feita antes dos levantes recentes nos países árabes, os índices já mostravam que a região é uma das mais severas no que diz respeito à limitação da liberdade religiosa. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que hoje há maior divulgação dos casos desse tipo de desrespeito, que cresceram bastante em áreas como o Oriente Médio, Norte da África e África Sub-saariana, por parte dos governos ou não.
Curiosamente, os Estados Unidos, sempre mostrados como o arauto mundial da liberdade, saíram da categoria de baixa restrição (na qual está incluído o Brasil) para a moderada, sobretudo nas esferas estaduais e municipais.

Vale lembrar: há cerca de 2 mil anos, o Império Romano tentou sufocar os que divulgavam os preceitos de Deus de acordo com o que foi ensinado por Jesus Cristo, chegando a sacrificar o próprio para intimidar seus seguidores. E foi a partir desse mesmo sacrifício que o cristianismo ganhou força para avançar pelo planeta, mesmo enfrentando dificuldades até hoje.
