publicado em 22/04/2011 às 04h50.
Museu de Arqueologia Bíblica em São Paulo
O único da América Latina, possui peças originais dos tempos bíblicos, que comprovam várias passagens das Escrituras

Arqueologia é uma profissão cheia de glamour para quem vê de fora. Foi muito popularizada por filmes como os das sagas “Indiana Jones” e “Lara Croft – Tomb Raider”, que deram ao público a ideia de aventureiros que fazem de tudo para pôr as mãos em artefatos históricos. Em parte é verdade, pois os arqueólogos passam por vários desafios e perigos, mas com um ar bem mais sério que o mostrado nas telas por Hollywood.
Um ramo pouco noticiado é o da arqueologia bíblica, cujo objetivo é o de legitimar passagens e aspectos descritos nas Sagradas Escrituras com objetos datados de milhares de anos.
Muitas dessas peças encontradas estão no único museu do setor na América Latina: Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork, no município paulista de Engenheiro Coelho, na região de Campinas. Mantido pelo Centro de Pesquisas Ellen G. White, ele fica no campus da Universidade Adventista de São Paulo (Unasp) daquela cidade. Aberto no ano de 2000, conta hoje com cerca de 250 peças raras, 80% delas legítimas e o restante relíquias de origem comprovada. As mais antigas datam da época de Abraão, algo em torno de 2,3 mil anos antes de Cristo.
Lâmpadas, pedras e tijolos com escrita cuneiforme, estatuetas, cerâmicas, maquetes, armas, ferramentas, moedas como as recebidas por Judas para trair Cristo e utensílios como pregos usados em crucificações estão dispostos com as devidas orientações. Tudo está sob a responsabilidade do fundador do museu, o professor, teólogo, pastor e arqueólogo Rodrigo Pereira da Silva (foto), que fez cursos na Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, e pós-doutorado em arqueologia na Universidade de Andrews, nos Estados Unidos. Silva já fez expedições e escavações em Israel, Jordânia, Sudão e Espanha. Descobertas suas estão em importantes museus internacionais e também no Paulo Bork.
As peças do acervo são do período entre 2300 antes de Cristo até perto da época do descobrimento do Brasil, no ano de 1500. São provenientes de escavações em lugares como Israel, Egito, Líbano, Sudão, Jordânia, Síria, Espanha e Itália.
A múmia em tamanho natural, logo na entrada, é apenas uma réplica. Entre várias curiosidades, imagens de entidades “protetoras” do lar, de lavouras e de propriedades, evidenciando a idolatria que vários israelitas teimavam em manter, mesmo após os ensinamentos de Deus. Há outros tipos de ídolos, como o terafim, pequena estatueta que funcionava como a escritura de terras, como as que Raquel roubou de Labão, seu pai, para entregar ao marido, Jacó. Quem a mantivesse era o verdadeiro dono do imóvel. Há dois terafins originais no museu.
Uma peça muito importante do museu Paulo Bork é um tijolo (na foto principal) com inscrições que comprovam a existência do rei Nabucodonosor e de seu reino, a Babilônia, cujas existências eram objeto de dúvida por muitos estudiosos até pouco tempo atrás.
O Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork, aberto ao público em geral, fica na Estrada Municipal Pastor Walter Boger (também conhecida como Vicinal Walter Boger), s/nº, km 3,4, em Engenheiro Coelho, interior paulista. O acesso é pela Rodovia SP-332, km 160. Mais informações pelo telefone (019) 3858 9033.
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5 Comentário(s)
luciano Postado em:
Pastor Rodrigo gostaria de um maior esclarecimento sobre a genealogia de Jesus; por qual razão para lucas o avô de Jesus foi Eli descendente de Natã filho de Davi, enquanto para Mateus Jacó é que era o pai de José cujo ancestral seria Salomão filho de Davi, qual razão dsta aparente contradição? Desde já agradeço a vossa atenção.
Sara Lima Postado em:
olá Dr. Rodrigo... Sou Teologa Graduada e me interesso muito pela sua aréa de trabalho dentro da arqueoligia teologica, mas ate o momento ainda não consegui encontrar uma faculdade adequada para fazer o mestrado nessa aréa, voce poderia me orientar, rsrsr tenho lido algusn livros seus e acompanhado sua apresentação no program do Jó, amei, rsrsrs maravilhoso despertoiu amis ainda a vontade de trabalahr na aréa... espero que possa me ajudar
Ronaldo Postado em:
Isso mesmo Hugo, Dr. Rodrigo P. Silva é um ungido do Senhor. Que Deus o abençoe ricamente e que ele continue uma benção.
Halphee Postado em:
Olá! Sou professor e um curioso desta ciência. Leio e vejo tudo que posso, principalmente os vídeos do Dr Paulo Silva. Gostaria de saber onde poso fazer um curso de arqueologia lá pelas bandas do Vale do Paraíba. Preciso fazer um curso de pós-graduação em arqueologia da Palestina.
Resposta:
Segundo Rodrigo Silva, o arqueólogo fundador do museu, exatamente no Vale do Paraíba é difícil haver um curso como o senhor deseja. Mas ele dá alternativas em lugares não tão distantes: "O Museu Nacional do Rio de Janeiro também oferece um mestrado em arqueologia. Mas como ele quer arqueologia da Palestina, então o único lugar que pode oferecer uma pós graduação no Brasil é a USP."
Hugo Hoffmann Postado em:
O Dr. Rodrigo P. Silva é um ungido do Senhor, homem muito inteligente que tem sido usado grandemente por Deus para alcançar os céticos bíblicos e fortalecer a fé daqueles que a praticam. Veja no link abaixo uma descoberta científica maravilhosa que houve: http://cienciadacriacao.blogspot.com/2009/10/descoberta-brasileira-confirma.html
