Mundo Cristão

O Chanucá

Festa judaica comemora o fim do domínio assírio e a restauração do Templo de Jerusalém

Da Redação / Fotos: Roland Scheicher, Thinkstock
redacao@arcauniversal.com

Nas cidades brasileiras com maior concentração de judeus, é comum vermos em dezembro, em meio a enfeites natalinos, um grande candelabro com nove velas – às vezes com enfeites a seus pés, como curiosos peões e moedas, além de presentes. Esses ornamentos dizem respeito à festa do Chanucá, ou Hanuká (pronuncia-se “Ranucá”), a celebração do fim da dominação dos assírios sobre Israel, quando os judeus puderam reconstruir o Templo de Salomão, destruído na época em que caíram cativos.

Alguns gostam de dizer que o Chanucá é um substituto judaico do Natal cristão, com comidas, brincadeiras e distribuição de presentes e por cair em dezembro – o que não é aceito por algumas correntes judaicas.

Nove dias de luz milagrosa

“Chanucá”, uma transliteração do hebraico, quer dizer “dedicação”. No século 2 antes de Cristo (a.C.), o regime sírio-helenista do imperador Antíoco dominava Israel. Antes, os judeus eram livres para expressar sua cultura e sua fé, desde que pagassem os impostos à Síria. Com o tempo, Antíoco quis assimilá-los aos costumes gregos. Proibiu os aspectos judaicos, incluindo o estudo da Torá.

Um grupo de judeus se rebelou e, mesmo diante de uma severa repreensão do exército de Antíoco, venceu os dominadores. Os rebeldes entraram triunfalmente na recuperada Jerusalém em 164 a.C., e foram direto ao Templo de Salomão, então profanado e destruído. Limparam o edifício como puderam e fizeram uma reinauguração simbólica. Na recuperação do templo, chegou a hora de iluminar novamente a Menorá, para o que deviam usar somente azeite autenticado pelo Sumo-Sacerdote. Procuraram em todas as dependências do prédio, e só acharam um pequeno jarro com o óleo. Aquela pequena quantidade de azeite, milagrosamente, segundo conta a tradição, alimentou o fogo por 8 dias, até que uma nova remessa de combustível chegasse – e a quantidade achada no diminuto recipiente seria suficiente para somente 1 dia. Por isso o Chanucá é conhecido como a Festa das Luzes, ou Festa do Fogo.

Desse episódio em diante, os judeus começaram a guardar o feriado por 8 dias, baseados na duração das luzes da reconquista de Jerusalém. Hoje, o Chanucá é comemorado com o uso de uma menorá especial com nove velas ou lâmpadas (elétricas ou a óleo). Uma das velas é a ajudante, que serve para acender as outras, sucessivamente, uma a cada noite. Sob sua luz, crianças brincam com um pião de quatro faces com letras hebraicas, o dreidel (foto à direita), em um jogo em que apostam moedas douradas com desenhos relativos à festa. Comidas especiais como o latke de batata (uma espécie de panqueca) e sufganiot (um donut recheado, semelhante aos brasileiros sonhos).

Nos Estados Unidos e em alguns países europeus também são comuns tanto enfeites natalinos quanto de Chanucá em lojas e shoppings, em consideração às duas culturas cujas festas tornam dezembro um mês diferente em quase todo o planeta.

Correlação bíblica

Não poucas vezes, a Bíblia mostra o povo de Deus ser abençoado quando anda conforme Seus preceitos, bem como fracassar quando O desobedece. Os inúmeros conflitos em que os judeus estiveram ao longo das eras têm essa farta correlação com os textos bíblicos, que culminam em Apocalipse – uma das grandes mostras das consequências de estar realmente com Deus ou fora de Seu governo.

E é sobre isso a reunião ministrada pelo bispo Macedo todos os domingos, às 18h, no Cenáculo do Espírito Santo de Santo Amaro, na Avenida João Dias, 1.800. O Estudo do Apocalipse fala não só das profecias, mas de como podemos estar prontos para o arrebatamento, a salvação, caminhando com retidão, segundo os preceitos de Deus, ensinados pelo Senhor Jesus. E isso é feito no dia a dia, aos poucos, sempre.

O Estudo do Apocalipse é transmitido para outros templos da IURD via teleconferência, pela IURD TV na internet e pela Rede Aleluia, no rádio (99,3 FM).

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