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Fim de férias, de volta à rotina

Voltar às atividades é também exercitar o desapego familiar

Por Tany Souza / Foto: Thinkstock
tany.souza@arcauniversal.com

As férias não são somente um tempo de descanso, de passeios, mas também para a família estar mais próxima, não ter hora certa para deixar de brincar, de conversar, de estar junta. Mas e quando chega a hora de voltar ao cotidiano, como passar pelo desapego familiar?

O primeiro passo é entender que as férias são um período necessário de quebra da rotina diária. “E isso deve ser explicado principalmente para as crianças, que esse tempo é curto e somente para a família sair da rotina diária, com seus deveres e horários pré-estabelecidos”, explica a psicóloga Kátia Lopis.

Para que os pequenos não sintam o choque da mudança, é necessário explicar ou relembrar que as férias acabaram e que a rotina voltará na família. “Esse esclarecimento deve ocorrer de acordo com a idade e o entendimento da criança. Vale ressaltar que crianças menores de 2 anos e meio tendem a chorar bem mais do que as de idade acima, por não assimilarem tão bem o que os pais disseram.”

Porém, o apego familiar deve estar sempre em evidência no tempo que estão juntos. “Sempre digo aos pais – e também tenho isso como mãe – que o importante é a qualidade do contato que se tem com os filhos e a forma como se aproveita esse momento, e não a quantidade de tempo que se dedica a eles – e o casal da mesma forma. O apego, a dedicação e o contato devem acontecer sempre e não apenas nas férias, mas em todos os momentos familiares”, enfatiza a psicóloga.

A consequência do desapego exagerado

É claro que o contato diminui quando acabam as férias, mas é preciso tomar cuidado com o excesso de desinteresse. “O desapego começa a ser prejudicial quando não há mais o ‘brilho’ no relacionamento, quando a pessoa deixa de ser importante.”

Para que isso não aconteça é preciso observar e buscar o bom senso. “O equilíbrio deve acontecer antes do desapego, dessa forma, o indivíduo manterá o estímulo e a confiança em si e na capacidade de mudar tudo o que está incomodando, e assim se manterá equilibrado como um todo”, finaliza Kátia.

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