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publicado em 20/04/2012 às 04h50.
Síndrome do ninho vazio pode acontecer em qualquer família
E começa quando os filhos saem de casa
Não dá para negar que aquele bebezinho cresceu. Agora ele criou sua independência financeira e tem sua personalidade bem formada. E, como num piscar de olhos, a namorada passou a ser sua esposa. Esta grande transformação não envolve mudanças somente na vida do pequeno, que agora é um adulto, mas também na vida dos pais.
Segundo a psicóloga Cecília Zylberstajn é a partir de situações como essas que a Síndrome do Ninho Vazio pode acontecer. “Esse é um fenômeno possível nas famílias, geralmente, quando o primeiro filho sai de casa. Mas também pode começar com a saída de qualquer um, seja ela o mais velho ou não, quando o mais novo cria sua independente, ou quando todos não estão mais na casa.”
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Além deste esvaziamento, os pais passam também por outra transformação. “Quando o filho fica independente não há mais a dedicação, o cuidar. É neste momento que o casal tem que repensar como é ser pai e mãe de filhos adultos”, explica a psicóloga.
Cecília também esclarece que esta síndrome pode trazer grandes consequências para o casal. “O casamento do filho pode fazer com que os pais olhem para o seu próprio casamento e comecem a lembrar do momento deles, do início da relação, das expectativas e de tudo o que mudou. Assim, as frustrações podem vir à tona e levar a relação a uma crise.”
Este sentimento de vazio pode ser agravado ainda mais por diversas circunstâncias. “Quanto mais problemas não resolvidos o casal tiver, maior será a intensidade da síndrome. Além disso, entre outras situações pontuais de cada família, a sensação de abandono pode ficar pior se a mãe for extremamente protetora e se já viveu a ausência do marido”, ilustra Cecília.
O lado bom
Esta pode ser uma oportunidade deles repensarem sua vida como casal e de reorganizar a casa. “Muitos casamentos melhoram porque o casal começa ter mais tempo para si, para viajar e se curtirem. Também pode ser o momento de fazer uma reforma na casa e decidir o que farão com o quarto vazio. É a ocasião de transformações e mais espaço para ambos”, aponta a psicóloga.
Para ela, a saída dessa síndrome está justamente na capacidade da família de se reorganizar. “É um conflito que pode ser resolvido refazendo os papéis da casa. A mãe agora tem que pensar quem ela é como mãe, esposa, sogra e o que fará com o tempo livre que dedicava para cuidar do filho.”
Mesmo com todas essas possibilidades benéficas da nova fase da vida, esta transformação não é nada fácil. “Por isso, os pais devem dar vazão aos sentimentos e não reprimi-los, porque é uma mistura de tristeza pela saída dele de casa e de felicidade por ele viver a própria vida. Reprimir o sentimento é um jeito de entrar na síndrome, mas encarar a suposta perda é a chance de retomar a vida e de fazer algo por si”, finaliza Cecília.
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1 Comentário(s)
LUCY MEDEIROS-MS Postado em:
Muito boa a Matéria... Olha só, eu sou separa há 13 anos, e hoje, estou sozinha, fui pai e mãe de meus dois filhos, mais nenhum saiu pelo casamento, e sim, em busca dos SONHOS DA REALIZAÇÃO DOS SONHOS... e eu não achava um NOME A DAR, para essa situação, muito bacana a "SÍNDROME DO NINHO VAZIO"... Mais como tudo na vida, olho também o lado positivo, hoje, eles dois estão podendo me ajudar mais ainda, e percebemos o quanto nos AMAMOS DE VERDADE!!
