Comportamento

Linguagem corporal

Em livro, grafólogo dá dicas de interpretação da linguagem não verbal do corpo em relacionamentos pessoais e profissionais

Por Marcelo Cypriano

Numa conversa, apenas 35% da comunicação se faz de forma verbal. Os 65% restantes, não verbais, são a postura, gestos e atitudes. Saber interpretar estes gestos pode abrir portas, ou proteger de apuros. Tendo estudado a linguagem corporal por mais de 20 anos, o grafólogo Paulo Sérgio de Camargo reuniu seus conhecimentos no livro “Linguagem Corporal – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”.

Camargo estudou a linguagem corporal específica da população brasileira (pois ela pode mudar de acordo com a cultura e a origem). Foram abordados temas como simbolismo das mãos, vestuário, tipos de olhar e avaliação da voz. Analisá-los pode ajudar, por exemplo, a encontrar a melhor forma de negociar em reuniões, criar empatia com o interlocutor, estreitar os laços em uma interação, sair-se bem em uma entrevista de emprego (bem como analisar melhor um candidato), detectar sinais de mentira, a paquera não verbal, os sinais sexuais e outros não menos úteis. Mas o autor alerta: “É necessário o conhecimento do método, de sua importância e de suas origens para que a aplicação se torne cada vez mais ética e confiável.”

Há dicas, mas também advertências. Na parte que fala dos sinais sexuais, por exemplo, Camargo conta que eles englobam uma série de gestos, e que podem ser interpretados de forma errada, gerando transtornos. Também esclarece que as mulheres enviam, mesmo sem que percebam, mais sinais sexuais que os homens (cerca de 50): mexem nos cabelos, jogam a cabeça para trás, olham de forma tímida, dão risadinhas, erguem as sobrancelhas e outros. Tudo isso para mostrar ao leitor que, no flerte, as possibilidades de sucesso estão sempre mais nas mãos delas do que nas deles.

A mentira merece um capítulo à parte. O escritor diz que, diariamente, estima-se que ouvimos cerca de 200 mentiras de vários tipos, e que muita gente, mesmo sem perceber, acaba mentindo a cada 20 minutos. Vários gestos, alguns em conjunto, “entregam” a mentira (mas nem sempre significam isso e o leigo deve deixar essa análise para um profissional): afrouxar o colarinho, piscar mais do que o normal, tapar boca e orelhas, tocar o nariz, entre outras coisas.

Outro assunto especial é a entrevista de emprego, de ambos os lados. “O entrevistado deve utilizar todo o conhecimento de linguagem corporal para convencer”, aconselha Camargo, que também fala do entrevistador: “Procure reconhecer as mensagens que o candidato tenta passar, tanto consciente quanto inconscientemente”. Para os dois lados, chama a atenção para características como vestuário, postura, cumprimentos, contato visual e gestos.

Uma espécie de “manual ilustrado”, o livro tem linguagem acessível e objetiva, falando dos sinais corporais em situações das mais corriqueiras, como uma simples conversa informal em uma mesa de lanchonete, até uma grande negociação. Já está disponível para venda ao preço sugerido pela editora de R$ 37,90.

 

 

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1 Comentário(s)

Vera Lúcia A. de Oliveira Postado em:

Excelente! Nossos atos falam muito e o tom de voz também, que maravilha essas diferenças entre os outros animais e o homem.

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