Comportamento

Não se precipite

Respire e pense com calma nas suas atitudes

Por Débora Ferreira / Foto: Thinkstock
debora.ferreira@arcauniversal.com

Um dos motivos pelos quais as pessoas agem muito sem pensar é a vida corrida. Na maioria dos dias da semana ninguém tem nem tempo para sentar-se à mesa na hora do jantar, que dirá do almoço, para comer calmamente com os familiares e conversar sobre assuntos aleatórios. O mesmo acontece em diversas situações, seja no trabalho ou no relacionamento afetivo. Mas, independente da situação, é preciso e necessário pensar com calma em cada decisão a ser tomara e não se precipitar para e evitar arrependimentos.

“Se há um problema, antes de pensar e tentar resolvê-lo de qualquer forma, verifique primeiramente o que o motivou e quais as consequências futuras. Logo após, pense em alternativas seguras e também práticas para solucioná-lo”, comenta a psicóloga Ana Alice Nogueira. Ela ainda sugere que qualquer pessoa peça ajuda a quem de mais próximo puder confiar, como um companheiro, pais, avós e até um amigo.

Pense racionalmente e não deixe os sentimentos decidirem. “Por mais que se pense em uma solução plausível, verifique se não está agindo pela emoção, pois nem sempre o certo é realmente o que achamos. Analise todas as consequências e evite se chatear ainda mais com um problema. Tudo pode ser resolvido, basta, primeiramente, a vontade e o querer”, alerta Ana Alice.

Segundo a especialista, normalmente, pessoas que demonstram ser muito ansiosas e hiperativas costumam se precipitar para resolver pendências e enfrentar desafios. “Quando estiver inquieto, procure caminhar, tomar um chá ou água. Aproveite para arrumar o armário, ler um livro ou qualquer coisa que prenda a sua atenção”, sugere.

Dê tempo ao tempo e pense com calma

“Sempre agi com muita pressa e nunca tive tempo para avaliar meus atos. Até para comer eu nunca mastiguei direito. Esse meu jeito de ser sempre me prejudicou, pois nunca dei tempo para as pessoas se explicarem sobre um fato ou até mesmo fazer com que eu enxergasse saídas para meus problemas”, lembra a estudante de educação física Elizabeth Perenoti, de 26 anos.

Para a estudante as coisas só mudaram realmente quando ela percebeu que poderia prejudicar sua própria vida com todas as atitudes inconsequentes. “Eu sempre troquei muito de carro, não esperava terminar as parcelas e já repassa a dívida para outro veículo. Até que um dia caí em uma cilada. Fiquei tão empolgada que comprei um veículo melhor, e fui assinando o contrato sem ler e fui surpreendida”, diz.

Segundo Elizabeth, ela confiou na palavra do vendedor e não percebeu que o número de parcelas estipulado no contrato era dezoito vezes maior do que ela havia se programado. “Precipitei-me e me atrapalhei muito financeiramente. Depois desse dia comecei a agir com tranquilidade”, finaliza.

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