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publicado em 18/07/2012 às 04h50.
Conteúdo violento na tevê é má influência para meninos
Pesquisa mostra que programas do tipo podem gerar futuros agressores, mas a forma como a violência é exibida tem suas diferenças

Meninos tendem a ser influenciados pela violência na televisão, segundo um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Michigan, Estados Unidos.
A pesquisa revelou que crianças que assistiam a programas violentos, como séries e filmes, identificavam-se com os personagens do mesmo sexo e tendiam a achar a violência vista como exemplo de realidade. Isso os influenciou a mais tarde, na vida adulta, tomarem atitudes violentas.
O estudo foi a continuação de outro realizado durante 15 anos a partir da década de 70 do século passado, quando os analisados ainda eram crianças. Naquela época, eram registrados os programas televisivos mais assistidos por eles, para na segunda fase da pesquisa, a mais recente, ter como foco o reflexo no comportamento dos pesquisados já adultos.
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Os dados encontrados mostram que a influência para um futuro comportamento violento é uma realidade, independentemente dos níveis de agressividade já presentes nas crianças, suas diferenças de capacidade intelectual, classe social e criação dada pelos pais.
Os analisados, agora adultos, alegaram que assistiam a séries policiais e desenhos animados em que os personagens praticavam atos violentos, ainda que com uma intenção humorística. As esposas e amigos deles também foram entrevistados sobre a frequência e a intensidade de seus atos violentos. Crimes e contravenções foram considerados.
Os resultados evidenciaram que os homens que assistiam, quando garotos, a mais programas violentos eram três vezes mais propensos a cometer infrações e até crimes, e a atitudes como empurrar e agarrar as esposas, ou responder a um insulto com agressividade.
O que o estudo indicou, exatamente? Que crianças mais agressivas gostam de assistir a programas mais violentos? O contrário: “É mais plausível que a exposição à agressividade na tevê aumente a violência”, diz L. Rowell Huesmann, um dos autores da pesquisa.
Não é só a violência em si
Segundo os autores, somente a violência exibida, num sentido mais geral, não é a responsável pela influência citada. Depende de como ela é mostrada no contexto.

Os personagens violentos com os quais as crianças – futuros agressores em potencial – se identificam e tendem a imitar são aqueles que são recompensados depois, nas séries e filmes, pelos atos violentos. A criança entende, em sua percepção ainda em formação, que isso corresponde à vida real. Os pesquisadores dão um exemplo: uma história em que um policial violento é glorificado por eliminar criminosos é mais nociva, mais preocupante, do que quando um assassino sangrento é preso e levado à justiça. O que pesa não é a violência em si, mas as consequências dela. No segundo caso, fica bem claro que o autor do ato truculento deve pagar pelo que fez, o alto preço de ter agredido outra pessoa vai lhe custar, e os danos que causou à vida de alguém.
Os psicólogos dão dicas importantes para os pais e responsáveis. Assistir junto com as crianças aos programas, comentando as histórias com elas, reduz os efeitos das más influências, pois diminui a identificação dos pequenos com o personagem violento. Isso ajuda a criança a perceber que aquela violência não é real e que não vale a pena repeti-la.
Outra dica são os atuais dispositivos de controle parental da programação da tevê e da internet, que permitem um acompanhamento mesmo durante a ausência dos pais. “Mas uma análise do conteúdo por parte dos adultos é mais efetiva do que somente levarem em conta a indicação por idade que o programa apresenta”, diz o estudo.
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1 Comentário(s)
Luiz Postado em:
Na Record, por exemplo, poderiam passar menos violência.
