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Escassez de mulheres faz homens gastarem mais

Pesquisa mostra a tentativa de impressionar pelas posses, ainda que somente aparentes

Da Redação / Foto: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com

Homens em um ambiente ou numa comunidade em que estão em maior número que as mulheres – ou pensam que estão – tendem a gastar mais para impressioná-las. Passam a economizar menos, contrair mais empréstimos e a fazer mais compras por impulso. Essa tese é defendida por um estudo da Universidade de Minnesota (MU, na sigla original), nos Estados Unidos.

Os pesquisadores submeteram alguns homens a ler artigos que sugeriam que a população local tinha mais integrantes do sexo masculino ou feminino. Após a leitura, eram indagados: quanto eles poderiam economizar do salário a cada mês e quanto eles poderiam sacar dos cartões de crédito como empréstimo para realizar mais compras.

Quando leram que havia um excedente de homens na população, os entrevistados responderam que, em média, economizariam 42% menos e fariam empréstimos de até 84% mais.

Os gastos reais de algumas localidades dos Estados Unidos também foram analisados, e o mesmo foi comprovado: quanto menos mulheres, mais gastos dos homens.

Ao analisarem comerciais de produtos voltados para o público masculino que mostravam mulheres atraentes, os pesquisadores de Minnesota concluíram que eles são menos eficientes que os que também mostram moças muito bonitas, só que cercadas por homens. O efeito de ver essas propagandas é mais ou menos “como se o nível de testosterona fosse catapultado às alturas”, segundo Vladas Griskevicius, professor de markerting da UM.

Expectativas femininas

Quanto à pesquisa, diferenças numéricas entre os gêneros na população não afetam as decisões financeiras das mulheres, mas influem em suas expectativas de quanto os homens devem gastar com elas. Quando também eram submetidas à leitura de artigos sugerindo haver menos homens que mulheres em sua localidade, elas passavam a esperar, ainda que inconscientemente, que os pretendentes lhes ofertassem jantares e presentes mais caros, por exemplo.

O estudo mostrou que há mais homens em Las Vegas. Mas, o que poderia ser algo menos atraente para os turistas masculinos que vão para a cidade voltada ao entretenimento (muitas vezes sexual) acaba sendo mais lucrativo para a jogatina local. “Ter mais homens que mulheres dá muito mais combustível ao comportamento competitivo deles nos jogos dos cassinos”, diz Griskevicius.

Razão versus impulsos

O cientista considera que é o mesmo que acontece em alguns grupos de espécies animais em que há escassez de fêmeas: os machos competem mais entre si. “Entretanto, o homem tem a capacidade de controlar esses impulsos, de não ceder a eles”, diz.

E usar a razão é mesmo muito eficaz, pois contrair dívidas só para impressionar mais as mulheres (as que cedem a esse tipo de coisa, obviamente) é um tiro que sai pela culatra. Há mesmo as que procuram aquele homem que ostenta mais, e há as que preferem um que possa construir com elas relacionamentos mais sólidos e sérios, com equilíbrio, e que tenham mais valores em mente que apenas o dinheiro e o status.

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