Comportamento
publicado em 13/12/2011 às 04h50.
Insatisfação com a própria aparência atinge milhares de jovens
Muitos se frustram por não corresponderem à tirania das exigências estéticas da sociedade

A empresa Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) realizou uma pesquisa com mais de 10 mil jovens brasileiros que mostrou dados preocupantes: boa parte de nossa juventude sofre por não corresponder aos estereótipos de beleza propagados. Os participantes poderiam falar de aspectos como sexo, altura, peso, rosto e idade. O estudo foi interessante por não somente mostrar o problema, mas também elencar especialistas que ajudaram, com a análise dos dados, os entrevistados a procurarem a solução certa para cada caso, além de aconselhá-los sobre sua autoestima.
O peso foi o tópico com que os jovens mais mostraram descontentamento: 45,51% manifestaram vontade de emagrecer ou de ganhar alguns quilos. Segundo o treinador pessoal Fábio Medina, deve-se tomar muito cuidado com as maneiras “fáceis” de se alcançar ganho ou perda de peso que a todo momento aparecem na mídia. Soluções mais “pé no chão” fazem mais sentido e trazem mais benefícios. “Optar por refeições balanceadas de 3 em 3 horas é uma excelente alternativa. Assim, nos pratos principais a fome será menor, podendo ser consumidos em quantidades reduzidas.” E disciplina faz muita diferença: “Para se livrar de uma vida desregrada é fundamental investir em proteínas e carboidratos, e substituir o fast-food por verduras, por exemplo.” Além disso, ele aconselha alongamentos a cada 30 minutos, pelo menos.
A segunda posição na insatisfação ficou com o quesito idade (23,12%), seguido pela altura (19,86%). Logo em seguida, os que não gostam do próprio rosto, com 1.032 jovens que mudariam algo nos olhos, testa, bochechas ou boca. No fim, o gênero: 215 entrevistados (1,98% deles) revelaram que gostariam de ter nascido com o sexo oposto.
O que fazer?
Outras pesquisas parecidas também apresentam dados interessantes. A empresa Sophia Mind revelou uma em que 21% das mulheres estão descontentes com o próprio visual – mas 30% dessa parcela não realizam nenhuma atividade física para melhorá-lo.
A Universidade Federal Fluminense (UFF) mostrou um resultado incrível em um estudo do mesmo tipo: 100% das mulheres confessaram insatisfação com o próprio corpo. Mesmo as muito magras alegaram querer perder pelo menos 3 quilos. Quanto aos homens, 98% dos pesquisados desejam ser mais fortes.
Henrique Tadeu Ohl, psicólogo da área de treinamento do Nube, diz que a adolescência é o período e que a pessoa assume sua identidade e seu novo papel na sociedade, prepara-se para tornar-se um adulto. E, para isso, os jovens avaliam tudo: “Conhecem várias tribos e religiões, fazem vários amigos, idolatram artistas, modelos e políticos para obter o maior número possível de experiências. Com base nelas, dão início à estruturação de sua identidade.”
Ohl revela que tais associações têm algumas consequências, como a frustração da pessoa por não corresponder às expectativas da sociedade. Para essas, e mesmo para quem não entrou nessa fase ainda, o psicólogo dá algumas dicas:
- Procurar pessoas com ideologias e gostos parecidos com os seus;
- Valorizar as próprias características positivas;
- Reservar algumas horas da semana para se dedicar aos cuidados com a saúde e com a aparência;
- Ter consciência de algo muito importante: não existem duas pessoas iguais. Portanto, ninguém vai atingir 100% das expectativas da sociedade e da mídia mal usada.
Para o especialista, o jovem deve avaliar os reais motivos de querer promover uma mudança estética com duas questões simples: a quem realmente deseja atender e por quê?
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6 Comentário(s)
Rayssa Postado em:
Amei ler sobre isso pois ja passei por isso tbm E devemos mesmo esta cuidando da aparencia com muito cuidado
rocio peña Postado em:
si el problema esta en no cuidarse siempre hacer ejercicio y la gente se queja de que engorda mucho y es que no hace nada a esperar a que se lo recuerden .y muchisimos adolescentes son a si y no es a si
areluana Postado em:
tbm já sofri muito por causa de aparencia tinha muitas espinhas deixava de sair por causa disso me toquei que era apenas complexo que com ou sem espinha eu ainda ia continuar sendo eu mesma. ñ ia me deixar mais bonita se eu ñ tivesse espinhas. ia continuar igual.
laryssa monteiro costa Postado em:
realmente essa materia me abre os olhos....se eu ficasse insatisfeita com tudo poderia perder minha vida e oportunidades pensando nisso.Claro q e sempre bom cuidar da aparencia, e so se cuidar!! ter um tempo pra cuidar de si mesmo!
Kethleen Postado em:
A gente precisa realmente tomar certos cuidados com isso, eu sei por que em nome da beleza, já estive em hospital, por tomar remedios que não eram para mim, e isso me prejudicou muito!
Ingrid Postado em:
Hmm, que interessante. Na minha opinião, só tenho problemas mesmo é que tenho muitas espinhas no rosto. Mas isso alguns problemas e lavar bem. Melhora e muito.
