Comportamento
publicado em 20/11/2012 às 04h50.
Jovens não falam aos pais o que fazem na internet
É o que aponta estudo feito por empresa de segurança digital

Uma pesquisa realizada pela empresa de segurança digital McAfee aponta que um terço dos pais de adolescentes não tem tempo de verificar o que seus filhos fazem na internet. O estudo foi realizado entre junho e agosto deste ano com pais e filhos de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Salvador, e afirma que os jovens sabem dessa informação: 57% concordam que seus pais desconhecem o que fazem online, e 47% admitem que não dizem tudo o que veem na rede.
Foram entrevistados 401 adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos. Quase a metade admite que os pais não aprovariam algumas coisas que fazem online, e 45% afirmaram que mudariam os comportamentos se soubessem que são monitorados. Mas, de acordo com 48% dos pais, não seria possível acompanhar o que os filhos fazem, uma vez que os jovens têm um conhecimento maior de tecnologia.
O estudo aponta também que os adolescentes têm tempo disponível: um total de 33% dos jovens afirmam que passam de 4 a 6 horas por dia conectados, enquanto 36% dos pais estimam em 3 horas o período online. O dado se soma ao percentual de pais preocupados com a quantidade de informações que seus filhos compartilham. Mais da metade dos pais não acha seguro participar de redes sociais, justamente porque os adolescentes partilham fotos pessoais, nome da escola e até endereço de onde moram.
Além das informações pessoais, os jovens também têm outras atitudes de risco: 28% das meninas já passaram de um bate-papo público para uma conversa privada com desconhecidos, número que chega a 45% no caso dos meninos. No entanto, 65% das mães estão nas redes sociais com o objetivo de acompanhar a vida dos filhos.
O diálogo é a ferramenta para explicar aos jovens o que devem fazer para se manterem seguros na internet, segundo 75% dos pais. Apenas 24% dos entrevistados utilizam programas para monitorar o que os filhos fazem quando estão conectados.
Além disso, 27% dos garotos afirmam que já acessaram vídeos que seus pais não aprovariam, e 33% dos adolescentes dizem que viram conteúdos sexuais online que os deixaram desconfortáveis. O bullying encerra a lista de situações a que os menores estão expostos na rede. Dos entrevistados que passaram por essa situação, apenas 30% contaram aos pais, e 27% simplesmente não tomaram nenhuma medida contra as ações.
