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As quatro pétalas da Rosa

Ana Rosa: o seu agressor conta com uma grande aliada

Por Jaqueline Corrêa / Foto: Thinkstock
jaqueline.correa@arcauniversal.com


Aninha ainda está tremendo
. Frank, sentado na cama a olha com olhos passivos, mas ele mesmo age agressivamente. A menina fica imóvel e desesperada em seu coração. Ela chora, mas suas lágrimas não se veem.

Do corredor, os passos indicam que alguém se aproxima. Frank levanta-se rapidamente e com apenas uma frase, aumenta ainda mais o sofrimento da garota, para depois sair pela janela:

- Se contar pra alguém, nem imagina o que vai acontecer com você depois!

Meire surge despreocupada, abastecida das novidades contadas em primeira mão pela amiga. Parece lunática, avoada, como dizem os familiares, e assim se apresenta à Aninha:

- Você já acordou, meu anjo! Tá com fome?

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A menina responde balançando a cabeça negativamente e comenta o desejo de ir embora, mas logo é lembrada que não há ninguém em sua casa e ainda falta muito tempo para a sua mãe chegar. Meire percebe a aflição de Aninha, suas mãos frias, seu rosto pálido. Ela bem que tenta, mas não consegue obter da garota nenhuma resposta convincente que condiga com aquele aspecto preocupado e sofrido.

Meire observa a janela aberta e rápido se aproxima para fechar. Lembra-se de tê-la deixado fechada, mesmo assim prefere não se intrigar com isso. Mas é a feição de Aninha que a deixa curiosa. Uma feição familiar, de quem já viu aquele rosto estampado em alguém que não lhe é estranho, porque foi no espelho onde viu aquele olhar, aquela imagem de espanto, de medo e de desamparo. Isso foi o suficiente para nascer em Meire uma profunda pena de Aninha.

Nem precisou perguntar nada. A mulher, aparentemente estabanada para a vida, já sabia o que havia acontecido, só não sabia como provar. Os olhos de Aninha lhe davam a certeza, mas ela recusou insistir com a menina. Sentada na cama, a criança e a mulher se olhavam. Uma no reflexo da outra. Aninha só sabia pensar na ameaça recebida. Meire, só pensava na sua infância roubada, não muito distante daquele tempo.

Veja aqui como termina a história da pétala Ana Rosa.

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