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publicado em 06/03/2013 às 04h50.
A diferença do cristão no dia a dia
Ao usarmos da boa educação, podemos acender em alguém a curiosidade pelo modo de viver do seguidor de Jesus

Muito se fala de o cristão ser diferenciado da realidade que se apresenta atualmente. De não ser exatamente ele a ser notado, mas em Deus ser notado nele. Deve servir como luz, refletindo a do Senhor, na escuridão da iniquidade e da desesperança do mundo.
Temos que aprender mais sobre Deus, sobre a Bíblia. Sempre mais. Mas não é só isso que distingue um cristão aos olhos de seus semelhantes e das pessoas que ainda não têm uma vida em Deus por meio do Senhor Jesus – elas também são seus semelhantes.
De nada adianta ser um catedrático de Bíblia, um tremendo especialista na Palavra, se a pessoa não a vive. Não que haja algo errado em aprender tudo o que for possível sobre as Escrituras. Pelo contrário, é sempre bom. O que está errado é saber demais... e fazer de menos. Não viver o que se aprende é um erro.
Um dos modos de se tornar diferente, de ser apreciado pelas outras pessoas, que notarão aquele brilho diferente no cristão e ficarão curiosos para saber sua origem, é em algo que está faltando demais no mundo de hoje.
E, como mundo, sempre pensamos em algo grande. Macro. Mas nos esquecemos que ele é formado de pequenas partes, por maior que seja em sua totalidade. Ele é formado dos vários meios em que vivemos. Cada pedacinho forma o todo. É formado por nossa família, nossa rua, nosso bairro, nossa igreja, nosso clube, nossa academia, nossa escola, nosso trabalho, nossa cidade... E daí em diante: estado, país, continente...
É nesses pedaços do mundo que vivemos todos os dias.
Voltando ao que estávamos falando antes, de as pessoas notarem algo que está faltando no mundo: é a educação.
De que adianta ser um doutor em Bíblia se não sabemos nos comportar em relação ao nosso familiar, vizinho, colega, ou até para pessoas que nem conhecemos e encontramos sempre no metrô, no ônibus, no automóvel ao lado do nosso, na sala de espera de um consultório, no elevador, na calçada...
E não usar da educação torna alguns lugares desagradáveis. Pode ser sua casa, seu trabalho, o trânsito, qualquer lugar de uso coletivo... Nunca parou para pensar que, muitas vezes, não é somente a enorme quantidade de veículos que torna o trânsito desagradável, mas a atitude de alguns motoristas que acabam por bagunçar para todo mundo?
Ser cristão não combina com falta de educação.
E educação só é notada quando é praticada. Dar um lugar a um idoso no ônibus, dar a passagem a alguém numa porta (homem ou mulher!). Não ouvir a tevê ou o rádio alto para não perturbar os vizinhos cansados, não estacionar na vaga de deficientes ou de idosos sem ser um ou outro. Não obrigar os outros passageiros da lotação a ouvir suas músicas em seu celular (que vem com fones de ouvido!). Falar nisso tudo é lindo. Fazer, é ainda mais.
E a educação também se mostra em algo bem simples, que as pessoas também estão esquecendo no dia a dia: obrigado, bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, desculpe-me, por favor...

Quantas vezes deixamos uma moça passar na frente para entrar no metrô, por exemplo, e ela nem mesmo se dá ao trabalho de dizer um simples “obrigada”? Quantas vezes nós mesmos chegamos a uma loja, a uma padaria, e já vamos pedindo direto ao atendente o que queremos, sem um simples “boa tarde” ou um “por favor” antes de tudo? Quantas vezes não desaceleramos ou paramos quando alguém está atravessando a rua por uma faixa de pedestres (e olha que isso é lei!)?
Sim. Educação é notada, quando acontece. Mesmo que a outra pessoa pareça não dar conta ou dê de ombros, uma hora isso vai mexer com ela.
Tudo bem que, conforme o tempo passa, parece mesmo que as boas maneiras ficam para trás e somem. Porém, isso é antigo.
Certa feita, Jesus encontrou, de uma só vez, dez leprosos que lhe pediam misericórdia. Ele disse para que fossem ter com os sacerdotes. Ao obedecerem, foram curados. No entanto, só um deles, um samaritano, voltou. Retornou dando graças a Deus por sua cura, e foi agradecer ao Messias (Lucas 17:11-19). O próprio Jesus ficou impressionado: “Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?” (versículo 17)
Jesus devolveu uma vida normal a um homem antes condenado pela doença. Não é pouco. Mesmo assim, o pobre samaritano voltou, e retribuiu uma bênção sem tamanho como aquela com um simples “obrigado”. E aquele simples gesto chamou atenção de ninguém menos que o Senhor em pessoa. Ele recebeu aquele “obrigado” de coração, e ficou feliz naquele momento.
Da próxima vez em que puder ser educado com alguém, pense que isso pode ser simples, mas será um exemplo a ser seguido.
Vão querer saber por que você é tão diferente nesse mundo de hoje.
Aí você mostrará que é por causa de Quem você serve.
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1 Comentário(s)
Carleide Lima - Sobradinho - DF Postado em:
Sempre oportuno. Que essa mensagem sirva de exemplo p/ mim, para todos nós e também p/ os obreiros (não estou generalizando) que não dão bom dia, boa tarde diferentemente dos obreiros de antigamente. O cristão é diferente, não pode agir c/ mundano deixando os seus problemas, mau humor virem à tona. Va,os nos poliiar, vigiar.
