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publicado em 20/07/2012 às 04h50.
Pesquisadores da USP criam chip para pessoas com deficiência motora
Cientistas acreditam que o uso de dispositivos desse tipo se torne corriqueiro até 2030

Em todo o mundo, são muitos os estudos científicos envolvendo o implante de microchips. Um deles – realizado por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, no interior do estado – prevê o implante de um chip na parte mais externa do córtex cerebral de pessoas com problemas motores.
A ideia é que, ao ser ativado, o dispositivo consiga comandar os movimentos de uma pessoa com deficiência física por meio de um exoesqueleto (espécie de esqueleto artificial feito de metais resistentes).
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“À medida que um campo magnético mantido fora da cabeça se aproximasse desse chip, ele iria se energizar e passaria a ler e enviar os comandos do cérebro para fora, utilizando essa mesma energia”, explicou Mario Alexandre Gazziro, professor do Departamento de Ciência da Computação da USP, em entrevista à Agência Brasil.
O mecanismo ainda está sendo estudado pelo grupo de pesquisadores brasileiros, em parceria com a Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos.
“Certamente essa é a solução mais promissora para fazer com que, por meio de esqueletos mecânicos ou robotizados, paraplégicos e pessoas com outras deficiências voltem a andar de novo”, afirma o professor.
Como nos filmes de ficção científica
Gazziro usa alguns filmes de ficção científica para ilustrar o experimento. Segundo ele, o novo chip funcionaria de forma semelhante ao sistema implantado no personagem Neo, do filme Matrix, mas sem o uso de um fio.
“Imagine que aquela conexão na cabeça que é feita neles (personagens do filme) seria feita só de se chegar próximo (à cabeça). Essa é a nossa proposta: uma interface em que colocamos um chip dentro do cérebro e 'conversamos' com o chip só de chegarmos próximo (a ele)”, disse.
Com previsão de duração de 3 anos, a pesquisa pretende focar no desenvolvimento de chips sem fio e de baixo consumo. Após a conclusão, o dispositivo será testado em ratos, antes de ser usado em pacientes.
“Nossa estimativa é que isso possa vir a se tornar corriqueiro no dia a dia em torno de 2030. O processo de validação para humanos leva mais de 10 anos. Estamos com o plano de terminar nossos chips entre 2018 e 2020. A partir daí, serão mais 10 anos de estudos clínicos para poder validar para uso comercial”, explicou o pesquisador.
Visão espiritual
Segundo o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, o uso desses dispositivos ainda não tem importância, embora seja óbvio que atuais ensaios tecnológicos servirão, no futuro, para a implantação do império do anticristo.
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