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publicado em 30/12/2012 às 04h50.
A antiga e a nova Aliança
Uma aliança não traz apenas segurança e firmeza de fé, mas, sobretudo, a certeza absoluta de que todas as promessas divinas serão cumpridas

Para se ter uma ideia da importância e profundidade das alianças bíblicas, basta-nos observar o fato de que a Bíblia é dividida em apenas duas grandes alianças: a Antiga Aliança, que é narrada no Antigo Testamento, e a Nova Aliança, descrita no Novo Testamento.
A Antiga Aliança ou o Antigo Testamento é composto por trinta e nove livros, que formam uma narrativa de como Deus preparou Seu povo para ser uma nação forte, pura e santa, na qual viria a nascer o Seu Santo Filho, Jesus.
Com esse povo, Deus estabeleceu a Sua Aliança, que não pôde ser definitiva, tendo em vista a rebeldia dos homens, que desobedeceram e quebraram as regras determinantes da aliança, causando consequentemente a morte e a destruição sobre Israel.
Do ocorrido, surgiu a necessidade de constituir um povo, através de uma nova e definitiva Aliança, apresentada no Novo Testamento, composto de vinte e sete livros, que narram não somente o nascimento, a vida, a morte, a ressurreição e a ascensão do Senhor Jesus, mas também toda a história da Sua Igreja primitiva, além dos ensinamentos apostólicos ditados pelo Espírito Santo, e o Apocalipse, que é a revelação de todas as coisas futuras.
A palavra "aliança" aparece na Bíblia trezentas e vinte e oito vezes, e isto sugere, naturalmente, a sua grande importância e o estudo apurado do seu significado, especialmente por parte dos que já entraram em aliança com Deus.
A primeira vez que encontramos a palavra "aliança" na Bíblia é no livro de Gênesis, quando Deus fala a Noé e anuncia o seu propósito de "dar cabo de toda carne".
O Senhor, tendo em vista a consideração e amor por ele, abre uma exceção, preservando não somente a sua vida, mas também a de toda a sua família, através de um pacto: "Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos." (Gênesis 6.18).
A última vez que a Bíblia faz referência à aliança está justamente no último livro, o Apocalipse: "Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada." (Apocalipse 11.19).
Ora, se analisarmos, tanto o primeiro quanto o último versículos, vamos constatar que o último completa o primeiro, porque o primeiro fala de uma aliança futura, que, aliás, da parte de Deus, foi devidamente cumprida durante todo o processo de desenvolvimento da Humanidade até hoje.
A consumação dessa aliança se completa justamente no cumprimento do Apocalipse, quando se abre o santuário de Deus e manifesta-se a Arca da Aliança que, diga-se de passagem, é a testemunha de todas as promessas de Deus.
Uma aliança, do ponto de vista bíblico, não traz apenas segurança e firmeza de fé, mas, sobretudo, traz a certeza absoluta de que todas as promessas divinas serão cumpridas para com aqueles que aceitam entrar em aliança com o Senhor.
Todos os que um dia se aliaram a Deus e cumpriram a parte que lhes cabia neste pacto tiveram um sucesso extraordinário em suas vidas, a ponto de chegarem a fazer história, pela importância que tiveram para a Humanidade, vivendo e trabalhando em perfeita comunhão com o Criador.
Eles transformaram o mundo em suas respectivas épocas, pelo exemplo de fé que deram, simplesmente por causa de uma aliança que fizeram com o Senhor Deus. Sim, porque através de um pacto com Deus é que a pessoa passa a ter uma fé ativa e produtiva, capaz de até reclamar os seus direitos e conquistar os benefícios inerentes à fé cristã. E é a aliança que garante as respostas de Deus aos seus anseios e necessidades.
