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publicado em 24/12/2012 às 04h50.
A justiça de Deus rejeitada pelos judeus
A Lei é uma clara demonstração da justiça de Deus para com os homens

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos da cidade de Roma, deixou uma questão bem clara:
"Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos. Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê." Romanos 10.1-4
Ora, o que significa isto, senão que os judeus, desconhecendo a justiça de Deus, muito embora com muito zelo e cuidado, têm procurado guardar toda a Lei que Moisés lhes deu, sem conseguirem cumpri-la toda?
Eles perderam a visão dos propósitos de Deus com respeito à justificação pela fé no Senhor Jesus Cristo, pois está escrito: "Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé." (Habacuque 2.4). E ainda:
"E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá." Gálatas 3.11,12
Mas, pergunto eu, qual foi o judeu que, durante toda a sua carreira aqui na Terra, conseguiu cumprir toda a Lei? É certo que se alguém conseguisse cumprir todos os preceitos da Lei, mas falhasse em apenas um, já não seria justificado diante de Deus.
Esta é a principal razão pela qual o Senhor Jesus veio ao mundo, a fim de que cumprisse toda a Lei e, assim, pudesse servir como Salvador da humanidade, conforme está escrito:
"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido." Gálatas 3.13,14
Os judeus sinceros querem ser justificados diante de Deus, mas cometem um grave erro, porque desejam isto pela obediência à sua lei religiosa, esquecendo-se de que mediante a Lei ninguém foi, é ou será justificado. Como exemplo, temos o próprio pai da nação de Israel:
"e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus." Tiago 2.23
Diante do exposto, há que se perguntar: quais foram, então, os propósitos da Lei? Ora, ela serviu de freio para os pecados mais grosseiros, conforme o apóstolo Paulo explicou na sua primeira carta a Timóteo:
"tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina," 1 Timóteo 1.9,10
A Lei também mostra o pecado de todos os homens, conforme está escrito: "visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado." (Romanos 3.20)
Além de tudo, a Lei é uma clara demonstração da justiça de Deus para com os homens, servindo como base dos próprios códigos de Direito adotados pela raça humana.
Infelizmente, o mesmo espírito judeu tem se aplicado também àqueles que se consideram cristãos e não o são, pois absorvem mais os mandamentos e preceitos humanos do que propriamente a Palavra de Deus. Estão mais preocupados com o zelo de suas tradições religiosas do que em abraçar a pureza da fé no Senhor Jesus e nas Suas promessas.
Por isso mesmo tais pessoas não se opõem a qualquer imposição sacrificial ou penitência, por acharem que estas práticas trazem a justiça ou méritos da parte de Deus para com elas. Acreditam mais em suas obras de caridade que na Sua graça pela fé.
Isto tudo é compreensível, pois que lhes tem sido negado o conhecimento da Verdade, através das Escrituras Sagradas. E as lideranças religiosas estão fazendo questão disso, porque assim sendo podem controlar suas mentes, para fazerem aquilo que desejam os seus maus instintos cobiçosos.
Haja vista que enquanto as pessoas leigas desconhecerem as verdades eternas, elas continuarão comprando toda sorte de quinquilharias religiosas, enchendo assim os bolsos daqueles que lhes impõem filosofias baratas. Uma ocasião, o Senhor Jesus propôs uma parábola para pessoas deste jaez, ou seja, desta espécie, desta laia:
"Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou por que não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado." Lucas 18.9-14
Tal parábola surte o efeito esperado para o que se propõe este estudo sobre a justiça de Deus, pela fé, e a justiça humana, pelas obrigações religiosas. O publicano, isto é, coletor de impostos, representa a justiça de Deus pela fé, pura e simplesmente; o fariseu, que era um religioso erudito, praticante da Lei e, aos seus próprios olhos, justificado pelos seus próprios esforços religiosos, apresenta-se como sendo o merecedor de todas as bênçãos de Deus, através de suas caridades.
Ele representa determinada classe de hipócritas religiosos, que arregalavam os olhos para as suas próprias supostas perfeições, mas que só tinham pensamentos contrários à misericórdia e à graça de Deus, através da fé no Salvador, Jesus Cristo.
