Noticias
publicado em 06/03/2013 às 04h50.
A Mensagem do Profeta
A missão principal dos homens de Deus no Antigo Testamento era transmitir a vontade do Senhor para encorajar o povo de Israel a permanecer leal aos compromissos assumidos na Antiga Aliança com Deus

Os homens de Deus enfatizam três temas principais:
A natureza Divina - Declaravam ser Deus o Criador e Soberano onipotente do Universo (Isaías 40) e o Senhor da história, pois leva os eventos a servirem aos seus supremos propósitos de salvação e juízo (Isaías 44.28; 45.1). Enfatizavam que Deus é Santo, Reto e Justo, e não pode tolerar o pecado, a iniquidade e a injustiça. Mas a Sua Santidade é temperada pela misericórdia. Ele é paciente e tardio em manifestar a Sua ira. Sendo Deus Santo, em Sua natureza, requer que Seu povo seja consagrado e santo ao Senhor. Como o Deus que faz Aliança, que entrou num relacionamento exclusivo com Israel, requer que Seu povo obedeça aos Seus mandamentos, como parte de um compromisso de relacionamento mútuo.
Pecado e arrependimento - Os profetas compartilhavam da tristeza de Deus diante da contínua desobediência, infidelidade, idolatria e imoralidade de Seu povo segundo a Aliança. E falavam palavras severas de justo juízo contra os transgressores. A mensagem dos profetas era idêntica à de João Batista e do Senhor Jesus Cristo: "arrependei-vos, senão igualmente perecereis". Prediziam juízos catastróficos, tal como a destruição de Samaria, pela Assíria (Oséias 5.8-12), e a de Jerusalém, por Babilônia (Ezequiel 5.5-12); e
Predição e esperança messiânica - Embora o povo tenha sido globalmente infiel a Deus e aos seus votos, segundo a Aliança, os profetas jamais deixaram de anunciar-lhe mensagens de esperança. Sabiam que Deus cumpriria as promessas feitas a Abraão através de Um remanescente fiel. No fim, viria o Messias, e, através dEle, Deus haveria de ofertar a salvação a todos os povos. Os profetas colocavam-se entre o colapso espiritual de sua geração e a esperança da era messiânica. Eles tinham de falar a palavra de Deus a um povo obstinado, que, inexoravelmente, rejeitava a sua mensagem (Isaías 6.9-13). Os profetas eram tanto defensores da antiga aliança quanto precursores da nova no sangue do Senhor Jesus Cristo. Viviam no presente, mas com a alma voltada para o futuro.
Os Falsos Profetas
Há numerosas referências no Antigo Testamento apontando os falsos profetas. A exemplo disso, há os 400 falsos profetas reunidos pelo rei Acabe (2 Crônicas 18.4-7); um espírito mentiroso achava-se na boca deles (2 Crônicas 18.18-22).
De acordo com o Antigo Testamento, o profeta era considerado falso quando:
1 - Desviasse as pessoas do Deus Verdadeiro para alguma forma de idolatria (Deuteronômio 13.1-5);
2 - Praticasse adivinhação, astrologia, feitiçaria, bruxaria e coisas semelhantes (Deuteronômio 18.10,11). Aqui está incluída a previsão do futuro com respeito a assuntos particulares ou de negócios;
3 - Suas profecias contrariassem as Escrituras (Deuteronômio 13.1-5);
4 - Não denunciasse os pecados do povo (Jeremias 23.9-18); e
5 - Predissesse coisas específicas que não cumprissem (Deuteronômio 18.20-22).
Profetas e Profecias na Igreja
A figura do profeta no Antigo Testamento serve como pano de fundo para compreender melhor o dom de profecia no Novo Testamento.
A missão principal dos profetas no Antigo Testamento era transmitir a vontade de Deus para encorajar o povo de Israel a permanecer leal aos compromissos assumidos na Antiga Aliança com Deus. E o Espírito Santo falava através deles.
Naqueles tempos, o profeta também se envolvia em questões políticas, já que era conselheiro oficial de reis. A exemplo disso, temos o profeta Samuel e os reis Saul e Davi.
Mas sob as regras da Nova Aliança realizada com Seu sangue, o Senhor Jesus instituiu na Igreja o ministério de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre, com vistas ao aperfeiçoamento dos seus membros, para o desempenho do seu serviço na edificação da Igreja (Efésios 4.11.12).
Vemos, então, que a extensa função de profeta no AT ficou restrita à Igreja do Senhor Jesus no Novo Testamento. O trabalho do profeta em Israel agora está sujeito ao trabalho no Novo Israel - a Igreja do Senhor Jesus Cristo, também chamada de o Reino de Deus.
E a função do profeta na Igreja era proclamar e interpretar a Palavra de Deus. Sua mensagem visava edificar, exortar e consolar a Igreja. (I Coríntios 14.3).
Diferentemente do ofício de profeta era o dom de profecia. Uma coisa era o ministério de profeta, e outra, o dom de profecia. Nem todos os que manifestavam o dom de profecia eram profetas.
O dom de profecia era manifestação momentânea do Espírito Santo, enquanto que o profeta era um dom ministerial na Igreja. Como dom de ministério, a profecia é concedida a ministros separados e envolvidos exclusivamente com a obra de Deus. Mas como manifestação do Espírito Santo, a profecia está disponível a todo cristão cheio do Espírito. (Atos 2.16-18)
