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O que aprendemos com as Paralimpíadas?

Jogos Paralímpicos de Londres mostraram muito mais que superação

Por Tany Souza / Fonte da imagem: Thinkstock e Por R7 Bryn Lennon Getty Images
tany.souza@arcauniversal.com

Dizer que os atletas paralímpicos são exemplos de superação é quase uma redundância, porém não deixa de ser realidade. Mas, se comparado com um atleta sem qualquer lesão, eles precisaram muito mais que superação para participar dos jogos olímpicos.

Sempre quando se fala desses atletas em específico, a superação é a palavra que descreve o início de tudo. Mas para superar-se é preciso também muita fé.

É claro que cada um deles passou por momentos difíceis, de treinamentos, exercícios infindáveis, porém, a insistência em um sonho, um desejo, só acontece porque ele acreditou que poderia realizar aquilo.

 

 “Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.

Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.

Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir [pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir] um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?

Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião?Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Lucas 11:9-13

 

Pedir sem cessar

Quando desejamos algo e começamos a orar por isso é como se começássemos a treinar, treinar, até conseguir ter um mínimo de resultado.

Jesus nos ensinou a pedir para receber. Não há como receber se a boca não se abrir para expor o que deseja. Não há como ter um sonho e não fazer nada para que ele se realize. Não há medalha sem o início dos treinos.

Buscar sem cansar

Depois de começar a treinar é preciso mais. Não é o suficiente apenas treinar, mas é preciso ter novas etapas, novos exercícios e, com eles, novos desafios.

Dar o primeiro passo não significa que a medalha estará no peito, é vital buscar sempre para que os sonhos não morram.

Após orar, é preciso levantar-se e buscar. Nada cai do céu, mas Deus direciona cada um, em cada etapa e desafios, para que a bênção seja alcançada. Basta não desistir de buscar na primeira dificuldade.

Bater até que se abra

A insistência e a garra são ingredientes primordiais para conseguir colocar a medalha no peito.

Pedir e buscar também são essenciais, mas se não persistir, o sonho pode ser anulado. Quantos desistem ao ver o tamanho do desafio, ao sentir a dor do treinamento, das dificuldades e, simplesmente, param no meio do caminho?

O maratonista brasileiro Tito Sena (em destaque) pode ser considerado um exemplo disso. Uma reportagem do Portal R7, divulgada no último dia 9, descreve que ele ficou 40 segundos à frente do espanhol Abderrahman Ait Khamouch, que garantiu a medalha de prata. “O espanhol estava tentando fugir e eu fiquei segurando. Minha perna estava pesada, mas eu sabia que não podia parar. Nos 200 metros finais eu sabia que esse ouro era do Brasil, que eu não ia abrir mão. Fui para cima e conquistamos o ouro para o nosso Brasil.”

Mesmo sentindo dores, ele não parou porque desejou o ouro para o Brasil. Continuou, persistiu e trouxe a medalha.

Que os problemas não impeçam a caminhada de fé, mas que seja mais um  desafio para alcançar a bênção, porque quando ela chegar a alegria será como a de um atleta paralímpico.

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