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Oferta financeira

É a mais comum e a mais conhecida. É também a necessária para o retorno material

Trecho do livro "A voz da Fé", do bispo Edir Macedo
redacao@arcauniversal.com

A oferta financeira é apenas uma das que seguem a fé. Quem quiser gozar das riquezas materiais não pode esperar que suas orações, jejuns e vigílias o façam prosperar. Pois como alguém que não planta poderá ter o direito de colher? Seria, no mínimo, injustiça da parte de Deus fazer prosperar quem não tem coragem para plantar.

Quem quiser prosperar precisa pagar o dízimo e oferecer ofertas de fé para merecer colher multiplicado. São as regras impostas pelo próprio Deus. Quem não se submete a essas regras não tem direito à colheita.

Mas e os ricos? Eles pagaram dízimo e ofertaram para serem ricos? Na maioria dos casos, não! Mas os valores das riquezas divinas são infinitamente maiores do que qualquer riqueza humana. As riquezas oferecidas por Deus abrangem muito mais que bens materiais. Nelas estão incluídos: família, saúde, bem-estar social e, sobretudo, a certeza da Salvação da alma.

São o dízimo e as ofertas que obrigam Deus a fazer a diferença na qualidade de vida do fiel. A riqueza dos ricos sem Deus não os deixa viver em paz. E, quanto mais dinheiro conquistam, menos paz têm. Já o mesmo não acontece com os ricos de Deus. Quanto mais têm, maior será a tranquilidade, porque seus corações não estão nas riquezas que possuem.

A fidelidade no dízimo e nas ofertas diz respeito à consideração de Deus como Senhor dos Céus e da Terra. O dízimo do fiel é a primícia de todo o fruto do seu trabalho entregue ao Senhor da sua vida.

Na prática, isso significa amor, respeito, consideração e fé no Deus de Abraão, de Isaque e de Israel.

Dízimo: Sinal de parceria

Além do que foi dito, os dízimos também simbolizam parceria ou aliança com Deus. Na "contabilidade divina" os primeiros dez por cento são de Deus e os noventa por cento restantes são do Seu parceiro.

A equação 10% de Deus e 90% restantes do servo caracteriza uma sociedade de fé estabelecida entre Deus e o servo. É muito mais do que uma simples questão de confiança daquele que dá n'Aquele que recebe: é sociedade com Deus!

Ninguém, em sã consciência, confiaria seus primeiros frutos nas mãos de Quem não vê, se não houvesse plena certeza de fé em Suas promessas. O servo fiel confia na fidelidade de Deus, por isso o Senhor também confia aos Seus servos Suas bênçãos sem medida.

É importante notar que a expressão máxima não está na quantidade, mas na qualidade. Deus não exige nenhuma importância determinada, assim todos podem dar o dízimo; tanto ricos quanto pobres, cada um de acordo com o fruto do seu trabalho. O importante é que sejam os primeiros dez por cento.

O dízimo é um sinal da parceria com Deus. Eles tratam do relacionamento prático do servo com o Senhor, da criatura com o Criador. Ora, quem ousa levar as primícias da sua renda à Casa de Deus sem que esteja imbuído do sentimento de consideração e, sobretudo, de confiança n'Ele como Senhor de sua vida?

Isso é pura fé. Na prática, esse relacionamento de fé entre o servo e o Senhor fica evidente na fidelidade nos dízimos e nas ofertas. Deus não precisa de dinheiro; Ele já é Dono de todo o universo, mas, na multiplicidade de símbolos bíblicos, os dízimos ocupam o sinal de aliança ou de parceria com o Altíssimo.

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