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Os "sapos-humanos"

Nem mesmo os sapos cururus são capazes de ejetar seus venenos para destruir a vida de seus agressores, mas muitas pessoas lançam palavras que causam efeitos muito mais graves do que uma inflamação emocional

Por Jaqueline Corrêa / Foto: Thinkstock
jaqueline.correa@arcauniversal.com

Não é lá muito agradável ver um sapo. Mas, mesmo sendo um anfíbio com algumas protuberâncias na pele rugosa, que parecem verrugas, olhos escuros e bastante separados, ainda assim há quem goste deles e curta uma meiga pelúcia que nada tem a ver com o aspecto asqueroso do bicho.

Tudo bem, fazer o que, se há gosto para tudo?

Então, já que estamos falando sobre sapos, você deve ter ouvido falar nos cururus. Essa espécie é muito comum na Amazônia, tanto que é conhecida como ‘sapo da Amazônia’.

Ele não tem nada de muito diferente dos demais, a não ser o jato venenoso, que chega a uma distância de até 2 metros quando lançado propositalmente ou ao sentir-se acossado.

O interessante é que a substância lançada na vítima tem efeito inflamatório, que dura alguns momentos, mas não chega a matar.

É aí que vemos semelhanças com algumas palavras lançadas. Elas não são um veneno líquido, mas inflamam da mesma maneira. Não matam, mas deixam lesões no aspecto emocional ou psicológico. Essas pessoas não são sapos, mas lançam o “veneno” de propósito para ver a vítima paralisar.

Agora vamos dar um desconto para o coitado do Rhaebo guttatus, nome científico do cururu. Quando ele chega a soltar o jato de veneno, na verdade, está querendo se defender. Por isso, é o primeiro caso de sapo que tem essa capacidade de defesa ativa.

Mas, sapos cururus à parte, sabemos que se falamos muito a tendência é soltarmos algo que possivelmente vai ser mal interpretado pelo outro. É por isso que em Provérbios 13.3 há um destaque especial para as palavras: “O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz sobre si a ruína.”

E daí é impossível não lembrar o dia em que, conversando com um morador de rua sobre o motivo de ter abandonado o seu lar, ouvi:

– Um dia, a minha cunhada disse que eu era um lixo.

Depois, ele me fez observar a situação em que se encontrava: sentado na calçada, trajando apenas uma calça e chinelos, rodeado por pedaços de papéis, plásticos e restos de comida.

E foi isso o que me fez analisar se as palavras ouvidas merecem realmente ser absorvidas.

Em alguns casos, como o do morador em questão, elas são tão penetrantes, cortantes e venenosas, que deixam no chão qualquer sapo cururu da Amazônia. Porque nem mesmo esses são capazes de ejetar seus venenos para destruir a vida de seus agressores.

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2 Comentário(s)

adriana Postado em:

conheço uma pessoa que chega a ser pior que um cururu, ela amaldiçoa seus próprios filhos,quando fiz parte de sua família ela me jogou muitas pragas,lutei contra o mal que está nela e hoje sou imune a sua peçonha em nome do Senhor Jesus estou liberta de todas as feitiçarias,maldições e pragas que ela lança ao vento.Pois agora sou uma mulher de Deus e por mais que ela tente não consegue me atingir.

Obr Kauã Postado em:

é verdade, as vezes uma palavra pode até mesmo lançar uma alma no inferno. então por isso que temos que vigiar a todo o instante e guardar a nossa boca somente, para falar de Deus para as pessoas que estão perdidas nesse mundo. ARREBENTOOOOOOOOO !!!

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